Terça-feira, 10 set 2019 - 09h26
Por Maria Clara Machado

Nasa revela novas imagens das Bahamas após furacão Dorian

O norte das Bahamas vive uma situação dramática uma semana depois da passagem do grande furacão Dorian. Oficialmente o número de mortos chega a 45, mas os esforços para a busca de sobreviventes continua e centenas ainda estão desaparecidos. Dorian atingiu a categoria 5 e se manteve devastador por dois dias, quando os ventos passaram de 300 km/h.

Nasa divulga imagens comparativas da Grand Bahama e Ilha Ábaco antes e depois da passagem do furacão Dorian. Crédito: Earth Observatory/Nasa.
Nasa divulga imagens comparativas da Grand Bahama e Ilha Ábaco antes e depois da passagem do furacão Dorian. Crédito: Earth Observatory/Nasa.

Dorian impressionou pelo tempo de permanência e força, entre os dias 30 de agosto e 7 de setembro, devastando o norte das Bahamas e atingindo grande parte da costa sudeste dos Estados Unidos e chegando depois enfraquecido à Nova Escócia, território canadense.

De acordo com o governo das Bahamas, cerca de 70 mil pessoas estão desabrigadas e poucas áreas com energia elétrica e água potável. Por conta do difícil acesso, a ajuda internacional chega lentamente e só agora as equipes de resgate estão conseguindo chegar a áreas inacessíveis até o momento. É o caso de Elbow Cay. As informações oficiais são de que 3,5 mil pessoas conseguiram sair da região.

A agência espacial norte-americana divulgou uma nova comparação antes e depois da Ilha Ábaco e Grand Bahama, que evidencia o avanço das águas e o conseqüente estrago sobre a região. As imagens foram adquiridas pelo satélite Terra da NASA, em resolução moderada e em cores naturais, entre os dias 17 de agosto e 7 de setembro.

Imagem de satélite da região das Bahamas feita no dia 17 de agosto pelo satélite Terra. Crédito: Earth Observatory/Nasa.
Imagem de satélite da região das Bahamas feita no dia 17 de agosto pelo satélite Terra. Crédito: Earth Observatory/Nasa.

A primeira imagem é do dia 17 de agosto, antes da passagem de Dorian, e a segunda imagem é do dia 7 de setembro, alguns dias após a passagem do furacão, quando a região já estava inundada e devastada.

Imagem de satélite da região das Bahamas, atingida pelo furacão Dorian, feita no dia 7 de setembro. Crédito: Earth Observatory/Nasa.
Imagem de satélite da região das Bahamas, atingida pelo furacão Dorian, feita no dia 7 de setembro pelo satélite Terra. Crédito: Earth Observatory/Nasa.

Observando a comparação é possível notar a mudança de cor de verde para marrom, assim como a alteração no brilho dos recifes e cardumes em torno das ilhas, em razão dos sedimentos provocados pela tempestade. O tom marrom pode ser resultado de muitas árvores arrancadas, muita folha e pequenos galhos, destruídos pelos ventos intensos.

Imagem de satélite mostra o olho do furacão Dorian próximo ao sul da Nova Escócia, território canadense, no dia 7 de setembro. Imagem feita pelo satélite Aqua. Crédito: Earth Observatory/Nasa.
Imagem de satélite mostra o olho do furacão Dorian próximo ao sul da Nova Escócia, território canadense, no dia 7 de setembro. Imagem feita pelo satélite Aqua. Crédito: Earth Observatory/Nasa.

Nesta outra imagem de satélite é possível ver o olho do furacão Dorian muito perto do sul da Nova Escócia. Dorian passou pela costa canadense, ainda com categoria 2 e ventos de 160 km/h, no dia 7 de setembro. A vasta tempestade foi capturada pelo satélite Aqua da NASA.





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